Às vezes sou perverso demais com as pessoas ao meu redor.
Isso é um fato que não posso negar.
Têm tanta gente no mundo e não posso agradar a todos.
Mas eu posso agradar a mim.
E não sei porque quando penso em mim mesmo me esqueço dos outros.
Egoísmo? Talves.
Mas não existem barreiras quando o assunto sou eu.
Sei que o que eu falo dói.
Sei que o que eu faço machuca.
Sei que posso fazer alguém feliz
Mas também sei que posso fazer chorar.
Sei de tudo o que posso e o que não posso.
E, sabendo disso, aprendi que também posso me machucar.
Sabendo disso também aprendi que posso machucar mais do que alguém pode suportar.
Mas se você pensa que sou perverso
A ponto de executar todas as coisas ruins?
Não sou.
Penso sim, em quem está ao meu redor.
Às vezes não agrado nem a mim.
Simplifico o que falo de forma a doer menos.
Simplifico o que faço de forma a machucar menos.
Esqueço muitas vezes o que posso e o que não posso.
E continuo tentando não me machucar.
Penso na vida como uma sala de aula,
Onde existem alunos bons e ruins,
Professores bons e ruins,
E aprendizados fáceis e difíceis.
Penso em fazer tudo de um jeito simples e grandioso.
Penso em fazer nada para ficar na história
E fazer tudo para o esquecimento.
Não penso muitas vezes também.
Erro sempre. Vivo de erros.
Também acerto. Também creio.
Sou pessimista, muito pessimista,
Para poder comemorar qualquer pequeno acerto.
E minhas decisões são tomadas sem nenhuma certeza.
Uso a razão mais que o coração.
Uso o senso mais que a ilusão.
Acredito no que vejo.
E quer saber tudo o que eu vejo?
Percorra todos os pontos negativos e positivos que você pode me mostrar.
Lembre-se agora somente dos negativos.
Será que eu posso conviver com eles?
Comemorar alegrias é muito fácil.
Conviver com derrotas é complicado.
Não cometer erros já cometidos?
É a solução para a maioria dos problemas.
Aprendo muito com meus erros e com os erros dos outros.
Tento não ser o mesmo errante.
Reconhecer onde se pode errar é o primeiro passo para não cometer erros.
E reconheci.
Não errei desta vez.
Eu sou letrista, poeta, compositor.
Eu sou menino, moleque, trabalhador.
Eu sou da mãe, sou pai, sou avô.
Eu sou gentil, engraçado, consumidor.
Sou o cara. Sou a tara. Sou gestor.
Sou bacana. Sou sacana. Sedutor.
Sou Henrique. Sou Corrêa. Sou Silva também.
Sou um tempo em silêncio.
Sem palavras.
Amém.
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