Meio que por encanto
Fui ficando
Meio sem jeito
Para meu espanto
Acabei sem medos
Naquele momento
O sol surgia
E eu, vestido para a noite
Ainda sem medos
Momento esse que pareceu eterno
Momento mágico
Daqueles que transformam sapo em principe
Daqueles que não saem da cabeça
Aquele momento
E tive medo
E tremi
E ganhei o mais doce beijo
Henrique Corrêa
Eu sou letrista, poeta, compositor.
Eu sou menino, moleque, trabalhador.
Eu sou da mãe, sou pai, sou avô.
Eu sou gentil, engraçado, consumidor.
Sou o cara. Sou a tara. Sou gestor.
Sou bacana. Sou sacana. Sedutor.
Sou Henrique. Sou Corrêa. Sou Silva também.
Sou um tempo em silêncio.
Sem palavras.
Amém.
Ciências
Descobertas e avancos inúteisAcabaram com o estoque de paz
Os estudos da ciência apontam
Que o mundo necessita de mais
Mais poder, mais sangue, mais lutas
Para repartir pedaços de chão
O que antes pertencia a muitos
É vendido agora por ambição
São montanhas de dinheiro em chamas
Destruidas por gases naturais
Os recursos valiosos da terra
São chamados de bens capitais
Para ficar longe desta batalha
Me perdi dentro de um computador
Uma interface grafica a mais
que me desorientou
* Esta música foi escrita em 11 de abril de 2005.
* Estava no ônibus e tive essa visão nova do mundo.
* Quem tem mais sempre quer mais e quem tem menos acaba ficando com menos ainda.
* Tudo gira em torno do dinheiro. Um Mundo cada vez mais capitalista.
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